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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

COM MAGGI GOVERNADOR JORROU DINHEIRO AOS BORBOTÕES NAS CAMPANHAS DE MAURO MENDES e MURILO DOMINGOS PARA PREFEITO EM 2008
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Muita gente meteu a mão na grana e o candidato a prefeito de Cuiabá apoiado pelo governador "tomou na tarraqueta"



 No depoimento dado por Eder Moraes ao Ministério Público Estadual, no início do ano, e "vasado" para imprensa agora em outubro, o ex-secretário de Fazenda afirmou que a Construtora Encomind (a mesma que teve um sócio  fundador  assassinado em 2012 de forma cruel e brutal), atualmente Guaxé Encomind, “doou” para pagamento de despesas e dívidas de campanha para prefeituras de Cuiabá e VG em 2008, cerca de R$ 12 milhões. O valor, conforme o ex-secretário, teria sido repassado para o grupo político do governador Silval Barbosa, um dos coordenadores da candidatura de Mauro Mendes a prefeito de Cuiabá, na época, que acabou perdendo a eleição para Wilson Santos. Em VG, Murilo Domingos teve mais sorte com a coordenação de Antônio Pagot, homem forte de Blairo. Para conseguir devolver o dinheiro “doado” pela construtora, Eder explicou ao MP que o pagamento era feito por meio de liquidação de precatórios – passivos que a empresa teria com o Estado, em decorrência de dívidas não pagas do Departamento de Viação e Obras Públicas -, e de operações no banco Bic Banco e em factorings. Eder também afirmou que todo o sistema de pagamento passava pelo crivo da Procuradoria Geral do Estado, que na época era comandada pelo procurador João Virgílio. “Ele também sabia, era o procurador-geral da época, e os pareceres finais me dando a legalidade para o pagamento ou não tinham que ter a homologação dele, então em muitas situações, ele sabia e várias vezes foi comentado isso. Daí você sabe é retorno para resolver problemas de campanhas que tá em aberto”, disse.

 Ao ser questionado pelo promotor Roberto Turin se os pedidos para pagamento foram feitos com prioridade, ele respondeu que sim e ressaltou ainda que não há um processo que foi efetuado pagamento em que “a Auditoria não tenha concordado ou que ela tenha homologado cálculo vindo lá da Sinfra. Agora que tinha o retorno (50% para o grupo do governo) tinha. Isso é óbvio basta observar as liquidações das operações do BIC e a ciranda que foi criada nas factorings”. Ele disse também que existiria uma cobrança de 10% por parte de procuradores emitir o parecer. Eder revelou ainda que todo o retorno era pago em dinheiro. “Eu mesmo fui buscar na sede da Encomind. Peguei em dinheiro algo próximo de R$ 500 mil, em 2010. (…) Eu entreguei na Assembleia Legislativa, no gabinete da presidência. Mandaram eu entregar lá, o Silval mandou eu entregar lá´”. Segundo Eder, ele entregou o dinheiro, uma pasta com R$ 500 mil em notas de R$ 100 nas mãos de José Geraldo Riva. “Eu falei deputado o Silval pediu para entregar isso, aí ele disse tá eu já estou sabendo. Pode deixar aí. Na época acho que era uma dívida com um tal de Avilmar se não me falha a memória”. Ainda conforme o ex-braço direito de Silval, outros secretários também participariam do esquema. 

Em seu depoimento, ele citou o nome do atual chefe da Casa Civil Pedro Nadaf, como uma das pessoas que buscava o “retorno” – dinheiro que deveria ser devolvido para o esquema, após o pagamento para a construtora. O ex-secretário elucidou ao MP que a Encomind recebeu os R$ 22 milhões, que era cerca de 70% do valor que era devido, dos precatórios. Ele explicou que a empresa tinha direito de receber a quantia, mas para isso, era necessário repassar valores para o grupo político do governador Silval, cerca de 50% do valor total. Além disso, Eder disse que foram prometidas várias obras para a construtora. “Não sei se eles pegaram todas as obras, mas se o senhor (Roberto Turin) ver logo na sequência, ela é vendida para um grupo que está cheio de obras no Estado. Que é o grupo Guachê Encomind, acho que teve a participação de Constil, Todeschini, o proprietário que é o João Todeschini, o Toninho Barbosa, o próprio governador do Estado participou de algumas reuniões que eu vi tratando desse assunto da venda da Encomind”, afirmou.

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